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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Profissão x Ocupação

Hoje temos vários profissionais entrando no mercado de trabalho e formando seus currículos destacando suas habilidades, suas ocupações e suas profissões sem saber como encaminhar uma carreira e formar o seu perfil. Cabe aqui então ressaltar essas diferenças para a montagem de um bom perfil profissional.

Chamamos de profissão a uma atividade especializada, que requer estudos específicos para cada área. Temos então contadores, médicos, administradores, advogados... São resultantes de estudos e pesquisas e não podem ou não devem ser exercidas por profissionais não habilitados para tal.

Geralmente, além da certificação, algumas profissões ainda são regulamentadas com uma licença especial. Então um motorista profissional deve ser habilitado pelo Detran, um profissional formado em direito deve ser habilitado pela OAB, o engenheiro pelo CREA, etc. São conselhos criados para habilitar profissionais e fiscalizar o exercício de cada profissão.

Ocupação é tudo o que fazemos no nosso dia. Em termos profissionais, ocupação geralmente é definida como o cargo em que você ocupa. Temos uma definição de ocupação como "uma espécie de trabalho feito por ela" ou como um "conjunto de expectativas de papel". 

Uma boa definição de ocupação está na não necessidade de tudo aquilo que é requerido no caso da profissão. Então para ser um contador, você deve ser certificado e ter a habilitação específica para assinar balanços. Para ser motorista profissional, você deve ser habitado especificamente para esse fim. 

Ocupação então é tudo o que você faz e que não necessita de habilitação especial, bastando um treinamento. Então, no caso do contador, por exemplo, um assistente contábil pode ser uma pessoa sem habilitação específica e com um bom treinamento executa a função. Assim temos outras ocupações como por exemplo garçons, assistentes em geral, ajudantes, etc.

O importante na formação de um perfil profissional de uma pessoa é o entendimento dessas definições. Quando pensar em uma profissão, pense no que está se ocupando nesse momento. Não há nessas afirmações nenhum juizo de valor, ocupações podem ser bem lucrativas e com rendimentos superiores ao de uma profissão. Atletas profissionais de futebol são um bom exemplo disso.

Não devemos confundir profissão com profissional. Profissional é todo aquele que é remunerado pela atividade exercida, seja habilitada ou não!

Construa seu perfil profissional, independente se necessitar de habilitação especial ou não. O importante é procurar um caminho profissional mais adequado a você. É importante que você saiba as definições para poder encaminhar a sua vida profissional de acordo para planejar uma carreira de sucesso.

Marcelo Alves Bellotti

domingo, 24 de junho de 2012

Trabalho, paixão e sonho


Trabalhar no que gosta. Hoje, em textos motivacionais e em palestras e treinamentos voltados para o mundo corporativo o tema é bastante explorado. Porponho então uma reflexão sobre o tema.

A sociedade obriga o cidadão a cumprir o ensino fundamental, que a cada dia que passa fica pior. Ao final desse ciclo, o aluno deve escolher no que deve investir para o início de sua vida profissional.

Basicamente falamos de "o que você quer ser quando crescer". A maioria  não sabe... parte para vida profissional sem um sonho, um objetivo... apenas parte para um trabalho que lhe proverá o sustento. Não citamos aqui o fato da pessoa gostar ou não daquilo que se faz.

Li ago interessante, escrito por Gene Simmons, vocalista do Kiss, grupo de Hard Rock formado a partir de uma gravadora e que fez sucesso no mundo todo.

Simmons fala do seu jeito de que nem sempre fazemos o que amamos... "O primeiro emprego que eu tive foi limpando gordura de um balcão de açougueiro", disse ele. "Eu tinha que pegar algo parecido com um esfregão e remover a gordura. Daí, é claro, eu tinha que ir ao porão, que era infestado de ratos e trazer pedaços de carne. Era um trabalho bem podre, mas quer saber, no fim da semana eu realmente gostava do dinheiro. O dinheiro que eu ganhava, e eu me sentia orgulhoso por isso. Não era uma arte, não era algo que eu tive que aprender, mas eu tinha orgulho do trabalho, e do serviço que eu tinha feito. Então eu apreciava o dinheiro".

Ele prosegue com a sua visão... "Essa história de que a pessoa tem de trabalhar no que gosta é a maior merda que já escutei na vida", diz ele. "A maioria das pessoas nesse mundo não têm essa sorte. Elas precisam trabalhar em empregos que detestam e considerarem-se sortudas por terem uma ocupação. Para o resto de nós, que amam o que fazem, é uma benção e um privilégio. Mas a idéia de que se deve amar seu trabalho é absurda. Somente trabalhar e receber por isso, já é mérito suficiente".

Essa observação, embora exagerada permite uma reflexão... assim como Gene Simmons, podemos iniciar a nossa vida profissional sem saber o que nos agrada, o que nos realiza e o que nos faz feliz.

Essa é a atitude que devemos ter ao longo da nossa vida profissional, temos o dever de buscar isso, através da nossa própria formação acadêmica e de escolhas profissionais que faremos na nossa vida. 


Ainda sim, essas escolhas não podem nem devem ser definitivas... as escolhas depois de colocadas em prática, devem ser verificadas e avaliadas, sempre se questionando se atingiram ou não o seu objetivo.


Então, convido a todos a que reflitam sobre as suas escolhas... elas realmente cumpriram o seu objetivo? Você é mais um dos privilegiados, que trabalham fazendo o que gosta?

Planeje sua carreira, não espere que alguém faça isso por você. Defina metas e objetivos. Procure a formação adequada para atingir esses objetivos. Acompanhe se os objetivos estão sendo cumpridos ou não. Decida as ações caso os objetivos não estejam no caminho de serem cumpridos.

Seja ativo... tenha atitude... e seja feliz!!!

Marcelo Alves Bellotti 

terça-feira, 1 de maio de 2012

Dia do Trabalhador

Hoje é o dia do trabalho. Dia primeiro de maio hoje virou apenas um feriado.

Mais do que isso, hoje é um dia de reflexão. O dia primeiro de maio remete-nos a Revolta de Haymarket, onde trabalhadores de Chicago lutavam por uma jornada de oito horas semanais.  Reações de intolerância de ambos os lados levaram a morte de vários trabalhadores.

Em 1889 a Internacional Socialista decidiu por organizar manifestações sempre no primeiro dia do mês de Maio. Anos depois, França e outros países resolveram adotar a data como feriado, propondo uma reflexão sobre a relação entre o trabalhador e o trabalho.

Hoje temos festas organizadas por sindicatos e por confederações de trabalhadores, em um movimento hoje totalmente voltado para a classe política, que há muito tempo não representam mais a grande vontade dos trabalhadores.

O que proponho é uma reflexão sobre o se trabalho e a você como trabalhador. Pergunte a si próprio se a sua ocupação momentânea consegue satisfazê-lo. Não falo somente de trabalho, mas sim de emprego. 

O seu emprego hoje deve servir para satisfazer as suas necessidades. Refiro-me nesse momento a Teoria da pirâmide de Maslow, que prevê atendimentos a necessidades, pregando que quando alcançamos satisfação em uma necessidade mais básica, partimos para satisfação de outras necessidades.

Reflita, portanto, nesse dia do trabalhador, como está o atendimento as suas necessidades. Em que patamar estão sendo atendidas as suas necessidades? Como está a sua saúde? Como andam as suas necessidades além do trabalho? Existe contra-partida por parte de seu empregador?

Pense... reflita... e um ótimo dia do trabalhador!

Marcelo Alves Bellotti


sábado, 21 de abril de 2012

A concepção contemporânea do trabalho


A concepção contemporânea do trabalho deve ser aquela que leva o indivíduo à satisfação pessoal em seu trabalho, deve ser aquela que diminui a distância entre os líderes e a sua equipe, pois essa distância dificulta a comunicação.

Essa nova concepção deve levar o indivíduo a motivação de perceber seu papel e a sua importância no processo produtivo.

Isso implica em uma nova estrutura nas organizações, onde funcionários satisfeitos e motivados atuarão de maneira sinérgica para alcançar os objetivos da organização.

Ao reestruturarmos as organizações partindo da premissa que o trabalho é a realização do ser humano, poderemos também projetar essa premissa pelas interações sócio-porfissionais, fazendo então com que o profissional também consiga a realização no campo social em sua comunidade, pois uma vez satisfeito profissionalmente, o indivíduo vai buscar também a mudança nas relações sociais, transformando o ambiente onde vive.

Daí a necessidade de uma concepção mais humana que integre o homem ao seu meio, buscando um objetivo comum a todos: a auto-satisfação

Marcelo Alves Bellotti