segunda-feira, 25 de novembro de 2013

A Eficiência e Eficácia no mercado de trabalho.

O conceito de eficiência e eficácia, ao contrário do que se pensa, são complementares e surgem como uma solução dentro do ambiente corporativo.

Hoje em dia, mais do que nunca se faz necessário um controle mais apurado nas empresas dos custos e despesas. Atuar no mercado brasileiro não é uma tarefa fácil para nenhum administrador. E nas empresas hoje se destacam os melhores técnicos que conseguem gerir orçamentos.

Sim, com a economia dando sinais de enxugamento, a ideia hoje nas empresas é "fazer mais com menos". Daí o foco central hoje não ser mais o ser humano e sim as técnicas de como enxugar os custos para cumprir o orçado para o ano.

A palavra do momento então é SINERGIA. Sinergia é uma palavra grega que significa Cooperação. É quando o todo se torna maior do que a soma das partes. Porém hoje esse termo é utilizado para identificar duas ou mais pessoas fazendo a mesma função para atingir o mesmo objetivo. O resultado natural é a "redução de custos" nesse caso.

Porém o que podemos observar em várias empresas hoje é que devido às altas margens de lucro permitidas dentro do mercado brasileiro, as empresas hoje são muito ineficientes, que torna seus custos e despesas altíssimos. Enquanto elas puderem repassar isso a sua margem, esta tudo ok.

Porém com a queda na taxa básica de juros, a margem ficou prejudicada e as empresas tiveram que mexer nos seus custos. O ideal seria trabalhar com os conceitos de eficiência e eficácia, analisando seus processos e buscando melhorias. É comum hoje verificarmos empresas gastando fortunas em treinamento, com locais apropriados, hotéis, passagens de avião, traslado, alimentação... Os colaboradores vêm, fazem o curso, vão embora e pronto. Não há uma mínima verificação se utilidade ou utilização do conteúdo do treinamento após sua finalização.

Pessoas cursam Inglês ou Espanhol, executam funções operacionais onde esse conhecimento não pode ser aplicado. Pessoas são treinadas em Informática e não são incentivadas a práticas de melhoria em sua área. Estamos em um mercado ineficiente, onde cortar custos é fazer mais com menos. O resultado é altos índices de estresse, desrespeito as leis e conflitos internos.

Vamos conhecer o conceito de eficiência. Eficiência é a relação entre os resultados obtidos e os recursos empregados. É a capacidade do administrador de conseguir melhorar um produto final em relação aos insumos necessários para obtê-los. Isso significa agregar valor ao produto. Lembrando o conceito de agregar valor como a capacidade de satisfazer o cliente.

Voltando a realidade das empresas. Hoje em dia, se analisarmos qualquer processo em qualquer empresa com o mínimo de conhecimento técnico, poderemos deixá-lo mais eficiente, reduzindo tempos e custos de maneira sustentável. Uma medida boa para início de trabalho é calcular a produtividade, ou seja, a relação entre o processo e o colaborador que executa esse processo. Podemos citar padronização de procedimentos, enfim, várias soluções metodológicas para melhorar a eficiência das empresas.

Isso tudo, porém deve ser planejado. Qualquer processo de melhoria e implantação de Gestão de Qualidade ou Gestão por Indicadores requer planejamento e tempo para expandir a filosofia de trabalho. Deve-se pensar em objetivos de curto, médio e longo prazo. Daí aplicamos o conceito de Eficácia. Eficácia é a relação entre os resultados obtidos e os objetivos pretendidos. 

Então ser eficaz é conseguir atingir um dado objetivo. Ser eficiente é conseguir um resultado melhor com os mesmos recursos. O ideal para empresa é conseguir planejar para ser eficaz e medir a sua eficiência, utilizando métodos para garantir resultados melhores e principalmente sustentáveis.

A dica: Busque ser eficiente, além de atingir a sua meta, busque a melhoria, o resultado profissional será mais compensador, pois você estará agregando valor ao processo. Seja comprometido com os resultados, invista em conhecimentos que realmente possibilitem o seu crescimento. Não faça nada por fazer.  E seja feliz!

Marcelo Alves Bellotti

sábado, 30 de março de 2013

Ética Profissional

Sempre acreditei que o esporte é a melhor maneira de aprendermos como funciona a vida. Seus exemplos nos revelam os paradoxos das relações corporativas e faz com que nos espelhamos na maneira de pensar de nossos ídolos. Por essa razão essas celebridades deve ser cobradas a todo instante pelas atitudes que tomam e inspiram sua legião de seguidores.

Para exemplificar a afirmação proponho uma análise sobre o ocorrido no dia 24 de março de 2013 e vencido por Sebastian Vettel. Tivemos polêmicas de todos os tipos ao final do Grande Prêmio, com brigas envolvendo pilotos de uma mesma equipe.

Sem entrar no mérito de quem tem ou não razão, procurarei somente me ater aos acontecimentos que devem ser levados em conta nas relações profissionais e na formação de um profissional.

Hoje, ao contrário do que acontecia nas épocas de Senna, Piquet e Emerson Fitipaldi, as corridas de automóveis são disputadas por equipes e não somente por pilotos. Óbvio que existe o componente técnico, mas cada vez mais ele está perdendo espaço para aspectos mais presentes no mundo corporativo. Espera-se de um piloto muito mais do que simplesmente talento. As equipes em geral são braços das grandes montadoras no mundo e tem interesses comerciais que devem ser analisados na formação das equipes como um todo e não somente na contratação dos pilotos.

Por essa razão, não é mais comum vermos brigas extremas entre pilotos de uma mesma equipe. Os assuntos são discutidos internamente e após definida a estratégia do campeonato e a tática para aquele determinado GP, os pilotos vão a pista demonstrar que são capazes. 

No GP da Malásia tivemos duas situações claras, ambas de um conteúdo político forte. Na Mercedes, que fez um investimento razoável para ter Lewis Hamilton no seu quadro de pilotos, o chefe de equipe Ross Brown não pensou duas vezes quando viu o principal investimento de sua equipe neste ano em uma situação complicada. Pediu ao seu outro piloto (Nico Roseberg) que preservasse os lugares na pista, mesmo sabendo o prejuízo técnico que isso causaria, afinal de contras, o piloto inglês tinha claros problemas de consumo de combustível e não poderia ser competitivo e evitar uma ultrapassagem. Mesmo contrariado, Nico Roseberg respeitou a decisão do time e se manteve atrás de seu companheiro.

No caso de Vettel, a mesma postura não foi observada. Claramente mais rápido do que seu companheiro, o piloto alemão desrespeitou a mesma solicitação e até um "acordo" entre os pilotos de que aquele que sai do último pit na frente permanece até o final sem alterar as posições.

As situações vividas na Fórmula 1 são as mesmas que encontramos em nosso dia a dia. As empresas elaboram estratégias para participação dentro do mercado onde atuam, fazem investimentos que não se limitam somente em ter o melhor piloto, mas também o melhor time. Nesse sentido, os mecânicos, os engenheiros e até os pilotos da mesma equipe são parte integrante em uma vitória e na conquista de um campeonato. 

Porém, o que vimos foram duas atitudes distintas. No caso de Nico Roseberg a atitude foi de respeito ao time, reconhecendo que mesmo sendo uma atitude reprovável no aspecto esportivo, o respeito na relação entre o time estava preservado. Se não houve bom senso, prevaleceu a ética profissional. Já no caso do alemão Sebastian Vettel não... sua atitude foi esportivamente perfeita, pois se há um carro melhor na pista, este deve ganhar uma corrida. Porém essa vitória não deve vir a qualquer preço, pois nem sempre o melhor vence. Ao ultrapassar o companheiro de equipe, Vettel ignorou não só uma solicitação dos seus empregadores, mas também de um acordo feito na própria equipe, pelo que se sabe.

Vettel pensou em si próprio, na sua carreira e nos seus fãs. Fez valer o fato de ser tricampeão mundial de pilotos, sabe que muito pouco ou quase nada acontecerá para ele após o episódio. 

Depois, o próprio Vettel deve ter refletido sobre a sua atitude que, mesmo parecendo justa no aspecto desportivo, demonstrou fraqueza de caráter e de completa falta de ética profissional, pediu desculpas aos funcionários da Red Bull e a seu companheiro de equipe.

Ética profissional pode ser definida como o conjunto de normas éticas que formam a consciência do profissional e representam a sua conduta. Ser ético é agir dentro dos padrões convencionais, é não prejudicar o próximo. Se algo foi combinado antes, na formação da estratégia do time para o campeonato e na tática para aquela corrida, ter ética profissional é seguir os princípios determinados pelo seu grupo de trabalho.

Você é responsável pela sua trajetória profissional. Deve ter em mente que trabalha em equipe e que depende de mais pessoas para desempenhar suas funções e poder mostrar a todos os seus talentos individuais. É certo que os ambientes empresariais são políticos, onde decisões dentro de corporações nem sempre levam em conta o talento profissional de cada um.

Porém o que conta são atitudes sustentáveis, como já dissemos anteriormente. Quando tiver oportunidade de se deparar com situações complicadas, saiba que você é o grande mentor da sua carreira, mas não é nada sem uma equipe. Ela da a sustentação para as corporações. Prefira sempre comportamentos éticos, responsáveis, mesmo que para os olhos de muitos a atitude não seja a atitude vencedora.

Se transportarmos essa situação para o time Red Bull, que certamente é o melhor carro da F1 há anos e tem consciência disso, a atitude de Vettel pode ter dado a ele a vitória e a liderança do campeonato... e lhe custado um lugar na F1 em 2014... Ja imaginaram Fernando Alonso na Red Bull?? Aposto que Cristian Horner (Chefe de equipe da Red Bull e patrão de Vettel) já pensou... e muito!!!

Não quero aqui julgar o fato esportivo, uma vez que esse acordo de preservar equipamentos e pilotos ao final das provas é extremamente discutível. Apenas peço a reflexão sobre o GP da Malásia. Para que possamos até entender o porquê do pedido de desculpas do Alemão da RBR e o motivo de Ross Brown estar elogiando tanto seus pilotos.

Procure saber quais as atitudes que seu empregador espera de vocês, sobretudo com relação a redes sociais. Quais são os princípios e os valores do seu empregador e seja ético no seu comportamento profissional.

Marcelo Alves Bellotti

domingo, 16 de dezembro de 2012

Resolver Problemas e Satisfazer Clientes


Hoje as empresas sabem que a grande saída para o seu negócio é colocar o foco da sua atuação no seu cliente. A chave para o sucesso de um empreendimento passa necessariamente por cliente satisfeito.

Porém, de nada vale o conceito de cliente satisfeito se o empreendimento não der resultado, mais ainda, se esses resultados não forem sustentáveis, o empreendimento estará fadado ao fracasso.

Na mesma esteira está o empreendedor. Muitas vezes podemos ver os profissionais buscando somente o crescimento individual, colocando o seu foco principal no desenvolvimento da carreira.

A reflexão proposta então está em desenvolver uma carreira de sucesso e mostrando resultados sustentáveis, gerando valor agregado no que faz e atingindo o objetivo da empresa que é o da satisfação do seu cliente de maneira sustentável.

Relembrando o conceito de sustentabilidade como uma combinação entre aspectos ecológicos, sociais e econômicos. Sim, pois é condição básica de existência da empresa hoje e sempre que ela dê lucro, não agrida o meio ambiente e que cumpra um papel social no seu meio de atuação.

Os profissionais que buscam sucesso em suas carreiras devem pensar muito mais em entregas consistentes do que em desenvolvimento pessoal. Claro que ambas deveriam andar juntas, mas o mundo corporativo hoje mostra que as equipes de alta performance trabalham hoje com excelentes técnicos, mas sobretudo buscam pessoas que realmente agreguem valor aos processos.

Agregar valor significa atender as expectativas do seu cliente, é deixar o seu cliente satisfeito. Temos hoje em qualquer ambiente empresarial a figura do cliente interno e do cliente externo. 

Para isso, o profissional deve rer conhecimento e estar envolvido nos objetivos empresariais, saber exatamente quais são as suas metas e ter a noção do papel dos seus processos (meios) para atender o objetivo principal da organização. Deve conhecer e saber respeitar os limites dos seus clientes. 

A busca da satisfação do cliente e do resultado sustentável passa por alguns conceitos que deveriam ser básicos nas empresas hoje. Cliente satisfeito é aquele que é ouvido, sabe que tem os seus direitos mas se sente atendido por eles, mesmo que não na totalidade... Porém não basta saber ouvir... o profissional de sucesso hoje deve saber interpretar as solicitações dos seus clientes, propor soluções e estar constantemente em contato com eles para retroalimentar esse sistema, medindo assim a sua eficácia. Essa retroalimentação, também conhecida por feedback deve nortear as ações da empresa para a busca da melhoria contínua através da qualidade total.

Interpretar as solicitações do cliente é algo complicado, pois nem sempre os clientes tem uma idéia bem definida do que querem, apenas uma necessidade específica que deve ser atendida pelos empreendedores. Nesse momento as equipes devem estar preparadas para verificar se as necessidades do cliente podem ser atingidas pela empresa e, caso positivo, qual é a melhor maneira para atingi-las. No caso de não ser possível o atendimento da sua necessidade, as equipes devem ter a obrigação de propor alternativas de atendimentos que possam ser bem percebidas pelos clientes. 

Aí não é só uma questão de "sim" ou "não"... mais do que isso. Olhar para a solicitação do cliente e propor algo que possa realmente resolver o seu problema pode fazer a diferença na percepção deste cliente na atuação do Empreendedor. Isso pode fazer a diferença no atendimento ao cliente.

Naturalmente fazemos isso no nosso dia-a-dia, quando determinadas situações nos são colocadas. Quando recebemos um problema se nos concentrarmos somente nele, talvez a solução encontrada não satisfaça o cliente.

Um bom exemplo disso é a parábola do sujeito que procura um psiquiatra...

- Doutor - diz ele - estou com um problema. Toda vez que estou na cama, acho que tem alguém embaixo. Aí eu vou embaixo da cama e acho que tem alguém em cima. Pra baixo, pra cima, pra baixo, pra cima. Estou ficando maluco!
- Deixe-me tratar de você durante dois anos, diz o psiquiatra. Venha três vezes por semana, e eu curo este problema.
- E quanto o senhor cobra? - pergunta o paciente.
- R$ 120,00 por sessão - responde o psiquiatra.
- Bem, eu vou pensar - conclui o sujeito.
Passados seis meses, eles se encontram na rua.
- Por que você não me procurou mais? Pergunta o psiquiatra.
- Bem, sendo 120 paus a consulta, três vezes por semana, durante dois anos, ia ficar caro demais. Dai, conversando com um sujeito num bar ele me curou por 10 reais.
- Ah é? Como? Pergunta curioso e meio debochado o psiquiatra.
O sujeito responde: ele me cobrou R$10,00 para cortar os pés da cama....

Conheça seu cliente... concentre-se em satisfazer seus desejos e não nos seus problemas... procure soluções que agreguem valor e que sejam sustentáveis!

Somente dessa maneira você conseguirá resultados consistentes que farão a diferença na construção de uma carreira de sucesso!

Pense nisso! E seja feliz! Não há outra alternativa possível!

Marcelo Alves Bellotti

sábado, 3 de novembro de 2012

Tempo é Prioridade!


O mundo corporativo hoje parece ser cercado de dois dilemas... o discurso aplicado nas palestras, graduações e pós graduações e o que acontece na vida real, no dia-a-dia do ambiente empresarial.

A rotina nos impõe um ritmo estressante de trabalho e desvia o nosso foco do planejamento e da otimização do trabalho. O importante dá lugar ao urgente e nos vemos "apagando incêndios" a todo o momento, sem pensar no que está sendo feito. Apenas fazemos... depois nos sentimos frustrados por não atingir os nossos objetivos, nos conformamos por não termos reconhecimento e agradecemos a cada fim de semana e feriados prolongados.

Mas isso pode e deve ser mudado. Forma-se um paradigma de que a rotina nos consome e que não temos tempo para planejar e não podemos parar se quisermos cumprir nossa meta ou resolver nossos problemas.

A experiência profissional prova que podemos. A quebra desse paradigma de falta de tempo é essencial para o início da busca da qualidade total para equipes de alta performance. Costumo dizer em treinamentos que nossos problemas não são falta de tempo, pois ter tempo nunca será a nossa meta.

Se a falta de tempo não faz parte do nosso problema, ela deve fazer parte da nossa solução. A solução para o problema do tempo deve passar necessariamente pela priorização.

Sim, priorizar é preciso!!! Como resolver o que é urgente sem se esquecer do que é importante? Já reparou que o que é importante em geral faz parte dos seus objetivos enquanto o que é urgente e toma o seu tempo em geral não está entre as suas metas?

Repare o que você faz naturalmente na sua vida pessoal... chega o fim de semana e você tem algumas opções. Ir ao Shopping, comprar um sapato, ir a festa de aniversário do sobrinho, a balada com os colegas do trabalho... o que fazer? A decisão parte para aquilo que é essencial, que causa maior impacto se você não fizer. Você decide então comprar os sapatos, que afinal de contas impactam na melhor aparência no seu trabalho e ir a festa do seu sobrinho, afinal toda a sua família vai estar lá... depois dependendo do horário você ainda dá uma passada na balada e revê os seus amigos... O shopping... fica para outra semana! Isso é priorização!

No ambiente corporativo, precisamos ter em mente que trabalhamos em equipe e que a saída para a falta de tempo tem que ser o diálogo. Gestor e equipe devem estar sempre na mesma sintonia para que seja atingido o objetivo em comum.

Em geral, o gestor delega uma tarefa urgente, depois outra surge em seu e-mail, depois outra além das tarefas diárias que você já tem que dar conta. Tudo isso dá um sentimento do personagem de circo que fica equilibrando vários pratos ao mesmo tempo, cuidando para que nenhum deles caia.

Pois bem, a grande solução é decidir sempre em conjunto e com a participação do gestor, que pratos podem cair e que pratos não podem cair. Hoje, nessa semana, nesse mês, enfim. A isso chamamos de priorização. 

Existem grupos que tem horror a reuniões. Pois bem, então convoque o seu grupo para uma "conversa" de dez ou quinze minutos. Decida então, baseado em tudo o que existe para ser feito, o que será priorizado e até o que não será feito!

Para isso é fundamental que todas as demandas sejam colocadas no papel e discutidas em grupo. Algumas vezes o olhar do colega ao lado, sendo ele gestor ou não, pode determinar o melhor caminho a se tomar para a solução dos problemas.

Encontros para priorizar tarefas são comuns quando falamos de qualidade total, que nos oferecem ferramentas preciosas para determinarmos de maneira assertiva o que deve ser prioridade ou não no nosso dia-a-dia. O gerenciamento da rotina do dia-a-dia torna possível o monitoramento de nossas metas e nos conduz mais rapidamente aos objetivos da empresa.

Mas lembre-se... isso só é possível se for feito em conjunto com a gestão. Ela dará o suporte necessário para a decisão de fazer primeiro uma atividade e até de não fazer outra. Qualidade e alta performance não são possíveis de ser alcançadas individualmente. Sempre são resultados do trabalho em grupo.

Proponha, quebre paradigmas... mude a rotina do seu trabalho... seja comprometido com seus resultados... seja fator da mudança do seu destino profissional.

Sua carreira depende exclusivamente de você, de suas atitudes! Pense nisso! E seja feliz!

Marcelo Alves Bellotti

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Filmes Infantis e suas mensagens


Hoje é o dia das crianças, dia de festejar com os pequenos que nos alegram a vida. Dia também de lembrar de desenhos que marcaram nossa infância.

Nesse sentido, relembrei a história de Mosnters, Inc. da Pixar Animation Studios, comandada por nada menos que Steve Jobs. Um desenho longa metragem que além da história bem bolada das aventuras de Mike, Sulley e Boo, passa mensagens interessantes para todas as idades.

História desenvolvida em Mosntrópolis, o filme se passa em uma fábrica que abastece a cidade com a energia que é obtida através do susto das crianças. Assim, os mosntros sugem pelas portas dos armários nos quartos das crianças para as assustarem durante a noite e prover a cidade da energia que necessitam.

Porém  existe uma crença no mundo dos monstros que os humanos são transmissores de doenças horríveis. Acidentalmente Sully traz ao mundo dos mosntros a pequena Boo, a quem se afeiçoa e faz de tudo para proteger a criança e levá-la com segurança de volta ao seu quarto.

Nesse momento, podemos ver o filme sobre duas óticas. A infantil, com situações divertidíssimas e com cenas emocionantes e as adultas, com lições como quebra de paradigmas, sustentabilidade, firmeza de caráter, amizade entre outras.

Sully no começo tenta burlar as regras da empresa pela afeição que demonstra ter pela pequena Boo, mas depois se depara com uma trama do seu chefe que visava a tortura das crianças.

O que vemos depois são demonstrações de firmeza de caráter, de amizade e finalmente a sacada de que o riso gera uma energia muito mais forte que a do susto. Criatividade pela "sacada" de Sully em criar uma forma muito mais sustentável de obtenção de energia e mudança no paradigma na crença de que os humanos eram seres que deveriam ser evitados.

Tudo isso em um ambiente empresarial, mostrando o que os desenhos quando bem feitos podem passar exemplos valiosos para o nosso dia-a-dia.

O que fica na memória, pelo menos para mim são as risadas da Boo... fiquem com um momento lindo do filme... a despedida do gatinho...


Feliz dia das crianças a todos!

Marcelo Alves Bellotti

domingo, 30 de setembro de 2012

Comprometimento e Envolvimento


Definimos comprometimento como "Ação de arcar com um compromisso feito a alguém, se utilizando de regras propostas a fim de se alcançar a exatidão do ato ou ação".

Estar comprometido pressupõe regras propostas afim de alcançar exatidão no que fazemos. A reflexão proposta então é: estamos comprometidos com tudo o que fazemos?

Partimos então de compromissos feitos a alguém. No mundo corporativo, esses compromissos vem prontos em "pacotes" que podem ser os objetivos a longo prazo da empresa ou até suas metas pessoais.

Mas além do comprometimento temos também o envolvimento com os seus compromissos e os compromissos de outros, de modo que as ações sejam executadas com êxito.

Estar comprometido é muito mais do que meramente estar envolvido em atividades ou tarefas. Qualquer pessoa que se envolva na solução de qualquer tarefa tem uma preocupação com a sua imagem pessoal e profissional, age com muita responsabilidade por zelo ao seu nome e a sua carreira, participa de modo ativo quando sabe que pode fazer a diferença.

O profissional comprometido tem a mesma atitude do profissional envolvido. Porém quando estamos comprometidos, o envolvimento além de pessoal, passa a ser com os valores da instituição, zelando pelo nome e pela reputação da empresa também, preocupando-se com a missão empresarial e atuando da forma esperada pela empresa.

Estar comprometido não significa em absoluto, trabalhar dez horas ou mais por dia ou ser o primeiro a chegar e o último a sair da empresa. Em geral, esses profissionais tem baixa qualidade de vida e tem a única preocupação de zelar pelo seu nome nas tarefas, executando-as com a máxima perfeição. Porém tem um nível de stress alto e associam o trabalho ao sofrimento. Desenvolvem em geral um extremo individualismo e em sua grande maioria não transformam seu conhecimento em conhecimento da empresa, acreditando no antigo conceito de que conhecimento é poder.

O comprometimento não é por si só uma atitude unilateral. Profissionais tornam-se comprometidos quando cuidam de sua carreira e que procuram colocar-se profissionalmente fazendo o que gostam de fazer, em locais adequados que possa satisfazer as suas necessidades de desenvolvimento profissional.

Isso requer uma atitude do colaborador mas também requer o reconhecimento do empregador, através de ações de engajamento e de participação ativa de seus gestores, identificando como anda o nível de satisfação, de envolvimento e de comprometimento de suas equipes.

Procure refletir em como é a sua atuação em suas relações seja no seu ambiente de trabalho ou não. A partir do momento em que você reconhece a sua atuação hoje, pode determinar a sua atitude sempre ao encontro daquilo que é melhor para você.

Procure se lembrar que é você quem escolhe através de suas atitudes o seu caminho profissional e pessoal. Procure se conhecer, saber o que te faz feliz e reconhecer o ambiente está em sua volta. A partir desse reconhecimento, tome a atitude que te faça feliz!

O grande objetivo dessas reflexões não é dizer o que é certo ou o que é errado, mas sim propor o auto conhecimento e provocar atitudes positivas.

Não se esqueça... você vive e trabalha para ser feliz! Não há outra alternativa!

Marcelo Alves Bellotti

sábado, 22 de setembro de 2012

Atitudes e Exemplos...Ronaldo Luís Nazario de Lima

Algum tempo atrás disse a uma amiga que não era capaz de julgar ninguém. Realmente, o tempo que passei como gestor de pessoas e a minha formação profissional me impede de emitir juízo, supor, conjecturar sobre atitudes ou pessoas. Aprendi por observação e pela experiência profissional que o que se espera de um gestor são avaliações e não julgamentos.

Cabe a um líder avaliar posturas, comportamentos, desempenho, etc. das suas equipes, de acordo com as regras, padrões e cultura da empresa. Tudo isso dentro de uma postura ética.

Chamamos de ética então a parte da filosofia que estuda o comportamento humano exclusivamente pela razão. Aliás, essa é a diferença de ética de moral, a análise do comportamento humano fundamentada pela razão. No mundo corporativo a ética exigida ao profissional fala sobre princípios como honestidade no trabalho, lealdade ao segredo profissional, respeito a dignidade humana, ou seja, o comportamento esperado de todos os que compõem a empresa.

Então, sem emitir nenhum juízo de valor, procuro influenciar pessoas a ter atitudes que costumo classificar como "vencedoras". Se olharmos ao redor nos deparamos com exemplos de vida que nos motivam a vencer as barreiras que a vida nos colocam.

Peço então que sem nenhum julgamento de certo ou errado, que avaliem os exemplos de auto-motivação que nos deu o jogador de futebol Ronaldo Luís Nazário de Lima. Ronaldo Fenômeno completa hoje 36 anos e, independente do que fez na vida fora de campo ou de que times que jogou, quantos interesses defendeu ou ofendeu, sua carreira profissional deve servir como exemplo.


Com um talento incrível, Ronaldo conseguiu a proeza de ser convocado para uma Copa do mundo aos 16 anos, em 1994. Em 1996, jogando pelo Barcelona, foi eleito o melhor jogador do mundo pela FIFA. O feito se repetiu em 1997, agora jogando pela Inter de Milão. No ano seguinte era o protagonista de uma Copa do Mundo perdida em uma final contra a França. Com uma convulsão no dia do jogo final, Ronaldo experimenta seu primeiro grande fracasso, em 1998.

Após a Copa, já jogando pela Internazionale, onde ganhou o apelido de "Fenômeno", Ronaldo teve o seu desempenho muito prejudicado por seguidas contusões e compromissos profissionais com patrocinadores. Até que em 12 de abril de 2000, no jogo final da Copa da Itália contra a Lazio, Ronaldo teve uma ruptura completa do tendão patelar do joelho. Sua contusão o deixou afastado dos gramados por 15 meses. Novamente o destino coloca uma grande pedra em seu caminho.

Ronaldo se recupera e, mesmo sendo considerado pela maioria da crônica esportiva brasileira como ex-jogador de futebol e tendo contra sí a opinião do próprio comandante na Inter, o Argentino Hector Cúper, que afirmava categoricamente que ele não tinha condições de distputar a Copa do Mundo de 2002, Ronaldo recebeu a confiança de Luis Felipe scolari e novamente foi o protagonista de uma Copa do Mundo. Só que desta vez o Brasil foi campeão mundial e Ronaldo foi artilheiro da Copa.

Após a Copa, mais uma vez foi eleito o melhor do Mundo, transferência milhonária para o Real Madrid. Sempre questionado pela postura fora do campo, sua carreira entrou em um período descendente. Um novo grande fracasso na Copa de 2006, seguido de uma conturbada transferência novamente para Milão, agora para o Milan. E a vida lhe colocou um novo desafio. Em 13 de fevereiro de 2008 em uma partida contra o Livorno, Ronaldo novamente rompeu o tendão patelar do joelho.

Agora com 32 anos a recuperação parecia impossível, razão pela qual o time de Milão não renovou o seu contrato. Ronaldo retorna ao Brasil e passa a treinar no Flamengo.

Novamente a crônica esportiva em geral o considera como ex-jogador. Ronaldo segue um período de recuperação no Flamengo e surpreendentemente assina um contrato com o Corinthians.

Retorna ao futebol e mesmo sem a mesma forma que o levou a ganhar três títlos de melhor do mundo, ser o maior artilheiro de todas as Copas e ajudar o Brasil a levantar dois títulos mundiais, Ronaldo ainda consegue ajudar o time brasileiro a ganhar um título regional e um nacional.

Isso tudo faz de Ronaldo um exemplo de persistência, de auto-motivação, de acreditar em seu potencial, mesmo quando ninguém mais parece acreditar.

Pense nisso, sem julgar as suas decisões, que em alguns momentos lhes parecerão certas e em outros não.

Ronaldo em toda a sua trajetória nunca desistiu de sí próprio.

Essa é a mensagem... não desista!!! Acredite!!! 

E seja feliz!!!

Marcelo Alves Bellotti