Hoje é o dia das crianças, dia de festejar com os pequenos que nos alegram a vida. Dia também de lembrar de desenhos que marcaram nossa infância.
Nesse sentido, relembrei a história de Mosnters, Inc. da Pixar Animation Studios, comandada por nada menos que Steve Jobs. Um desenho longa metragem que além da história bem bolada das aventuras de Mike, Sulley e Boo, passa mensagens interessantes para todas as idades.
História desenvolvida em Mosntrópolis, o filme se passa em uma fábrica que abastece a cidade com a energia que é obtida através do susto das crianças. Assim, os mosntros sugem pelas portas dos armários nos quartos das crianças para as assustarem durante a noite e prover a cidade da energia que necessitam.
Porém existe uma crença no mundo dos monstros que os humanos são transmissores de doenças horríveis. Acidentalmente Sully traz ao mundo dos mosntros a pequena Boo, a quem se afeiçoa e faz de tudo para proteger a criança e levá-la com segurança de volta ao seu quarto.
Nesse momento, podemos ver o filme sobre duas óticas. A infantil, com situações divertidíssimas e com cenas emocionantes e as adultas, com lições como quebra de paradigmas, sustentabilidade, firmeza de caráter, amizade entre outras.
Sully no começo tenta burlar as regras da empresa pela afeição que demonstra ter pela pequena Boo, mas depois se depara com uma trama do seu chefe que visava a tortura das crianças.
O que vemos depois são demonstrações de firmeza de caráter, de amizade e finalmente a sacada de que o riso gera uma energia muito mais forte que a do susto. Criatividade pela "sacada" de Sully em criar uma forma muito mais sustentável de obtenção de energia e mudança no paradigma na crença de que os humanos eram seres que deveriam ser evitados.
Tudo isso em um ambiente empresarial, mostrando o que os desenhos quando bem feitos podem passar exemplos valiosos para o nosso dia-a-dia.
O que fica na memória, pelo menos para mim são as risadas da Boo... fiquem com um momento lindo do filme... a despedida do gatinho...
Definimos comprometimento como "Ação de arcar com um compromisso feito a alguém, se utilizando de regras propostas a fim de se alcançar a exatidão do ato ou ação".
Estar comprometido pressupõe regras propostas afim de alcançar exatidão no que fazemos. A reflexão proposta então é: estamos comprometidos com tudo o que fazemos?
Partimos então de compromissos feitos a alguém. No mundo corporativo, esses compromissos vem prontos em "pacotes" que podem ser os objetivos a longo prazo da empresa ou até suas metas pessoais.
Mas além do comprometimento temos também o envolvimento com os seus compromissos e os compromissos de outros, de modo que as ações sejam executadas com êxito.
Estar comprometido é muito mais do que meramente estar envolvido em atividades ou tarefas. Qualquer pessoa que se envolva na solução de qualquer tarefa tem uma preocupação com a sua imagem pessoal e profissional, age com muita responsabilidade por zelo ao seu nome e a sua carreira, participa de modo ativo quando sabe que pode fazer a diferença.
O profissional comprometido tem a mesma atitude do profissional envolvido. Porém quando estamos comprometidos, o envolvimento além de pessoal, passa a ser com os valores da instituição, zelando pelo nome e pela reputação da empresa também, preocupando-se com a missão empresarial e atuando da forma esperada pela empresa.
Estar comprometido não significa em absoluto, trabalhar dez horas ou mais por dia ou ser o primeiro a chegar e o último a sair da empresa. Em geral, esses profissionais tem baixa qualidade de vida e tem a única preocupação de zelar pelo seu nome nas tarefas, executando-as com a máxima perfeição. Porém tem um nível de stress alto e associam o trabalho ao sofrimento. Desenvolvem em geral um extremo individualismo e em sua grande maioria não transformam seu conhecimento em conhecimento da empresa, acreditando no antigo conceito de que conhecimento é poder.
O comprometimento não é por si só uma atitude unilateral. Profissionais tornam-se comprometidos quando cuidam de sua carreira e que procuram colocar-se profissionalmente fazendo o que gostam de fazer, em locais adequados que possa satisfazer as suas necessidades de desenvolvimento profissional.
Isso requer uma atitude do colaborador mas também requer o reconhecimento do empregador, através de ações de engajamento e de participação ativa de seus gestores, identificando como anda o nível de satisfação, de envolvimento e de comprometimento de suas equipes.
Procure refletir em como é a sua atuação em suas relações seja no seu ambiente de trabalho ou não. A partir do momento em que você reconhece a sua atuação hoje, pode determinar a sua atitude sempre ao encontro daquilo que é melhor para você.
Procure se lembrar que é você quem escolhe através de suas atitudes o seu caminho profissional e pessoal. Procure se conhecer, saber o que te faz feliz e reconhecer o ambiente está em sua volta. A partir desse reconhecimento, tome a atitude que te faça feliz!
O grande objetivo dessas reflexões não é dizer o que é certo ou o que é errado, mas sim propor o auto conhecimento e provocar atitudes positivas.
Não se esqueça... você vive e trabalha para ser feliz! Não há outra alternativa!
Algum tempo atrás disse a uma amiga que não era capaz de julgar ninguém. Realmente, o tempo que passei como gestor de pessoas e a minha formação profissional me impede de emitir juízo, supor, conjecturar sobre atitudes ou pessoas. Aprendi por observação e pela experiência profissional que o que se espera de um gestor são avaliações e não julgamentos.
Cabe a um líder avaliar posturas, comportamentos, desempenho, etc. das suas equipes, de acordo com as regras, padrões e cultura da empresa. Tudo isso dentro de uma postura ética.
Chamamos de ética então a parte da filosofia que estuda o comportamento humano exclusivamente pela razão. Aliás, essa é a diferença de ética de moral, a análise do comportamento humano fundamentada pela razão. No mundo corporativo a ética exigida ao profissional fala sobre princípios como honestidade no trabalho, lealdade ao segredo profissional, respeito a dignidade humana, ou seja, o comportamento esperado de todos os que compõem a empresa.
Então, sem emitir nenhum juízo de valor, procuro influenciar pessoas a ter atitudes que costumo classificar como "vencedoras". Se olharmos ao redor nos deparamos com exemplos de vida que nos motivam a vencer as barreiras que a vida nos colocam.
Peço então que sem nenhum julgamento de certo ou errado, que avaliem os exemplos de auto-motivação que nos deu o jogador de futebol Ronaldo Luís Nazário de Lima. Ronaldo Fenômeno completa hoje 36 anos e, independente do que fez na vida fora de campo ou de que times que jogou, quantos interesses defendeu ou ofendeu, sua carreira profissional deve servir como exemplo.
Com um talento incrível, Ronaldo conseguiu a proeza de ser convocado para uma Copa do mundo aos 16 anos, em 1994. Em 1996, jogando pelo Barcelona, foi eleito o melhor jogador do mundo pela FIFA. O feito se repetiu em 1997, agora jogando pela Inter de Milão. No ano seguinte era o protagonista de uma Copa do Mundo perdida em uma final contra a França. Com uma convulsão no dia do jogo final, Ronaldo experimenta seu primeiro grande fracasso, em 1998.
Após a Copa, já jogando pela Internazionale, onde ganhou o apelido de "Fenômeno", Ronaldo teve o seu desempenho muito prejudicado por seguidas contusões e compromissos profissionais com patrocinadores. Até que em 12 de abril de 2000, no jogo final da Copa da Itália contra a Lazio, Ronaldo teve uma ruptura completa do tendão patelar do joelho. Sua contusão o deixou afastado dos gramados por 15 meses. Novamente o destino coloca uma grande pedra em seu caminho.
Ronaldo se recupera e, mesmo sendo considerado pela maioria da crônica esportiva brasileira como ex-jogador de futebol e tendo contra sí a opinião do próprio comandante na Inter, o Argentino Hector Cúper, que afirmava categoricamente que ele não tinha condições de distputar a Copa do Mundo de 2002, Ronaldo recebeu a confiança de Luis Felipe scolari e novamente foi o protagonista de uma Copa do Mundo. Só que desta vez o Brasil foi campeão mundial e Ronaldo foi artilheiro da Copa.
Após a Copa, mais uma vez foi eleito o melhor do Mundo, transferência milhonária para o Real Madrid. Sempre questionado pela postura fora do campo, sua carreira entrou em um período descendente. Um novo grande fracasso na Copa de 2006, seguido de uma conturbada transferência novamente para Milão, agora para o Milan. E a vida lhe colocou um novo desafio. Em 13 de fevereiro de 2008 em uma partida contra o Livorno, Ronaldo novamente rompeu o tendão patelar do joelho.
Agora com 32 anos a recuperação parecia impossível, razão pela qual o time de Milão não renovou o seu contrato. Ronaldo retorna ao Brasil e passa a treinar no Flamengo.
Novamente a crônica esportiva em geral o considera como ex-jogador. Ronaldo segue um período de recuperação no Flamengo e surpreendentemente assina um contrato com o Corinthians.
Retorna ao futebol e mesmo sem a mesma forma que o levou a ganhar três títlos de melhor do mundo, ser o maior artilheiro de todas as Copas e ajudar o Brasil a levantar dois títulos mundiais, Ronaldo ainda consegue ajudar o time brasileiro a ganhar um título regional e um nacional.
Isso tudo faz de Ronaldo um exemplo de persistência, de auto-motivação, de acreditar em seu potencial, mesmo quando ninguém mais parece acreditar.
Pense nisso, sem julgar as suas decisões, que em alguns momentos lhes parecerão certas e em outros não.
Ronaldo em toda a sua trajetória nunca desistiu de sí próprio.
Mudanças... hoje as empresas e o mundo empresarial pregam que a única certeza que temos em um ambiente empresarial são as coisas vão mudar. Mudam então os departamentos, os chefes, os gestores, as pessoas... o difícil é mudar certos paradigmas.
Em um conceito filosófico, paradigma é o fluxo de um pensamento, a união de vários pensamentos do mesmo assunto onde se conclui uma ideia, seja intelectual ou material. Para se fazer algumas mudanças é necessário a quebra de um pensamento ou de uma ação que norteia uma empresa, que em alguns casos não temos a explicação exata do porquê aquilo é feito daquela maneira.
Um bom exemplo de quebra de paradigmas é a parábola dos macacos e das bananas. Peço que reflitam sobre o tema:
"Numa experiência científica, um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula. No meio, uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas. Quando um macaco subia na escada para pegar as bananas, os cientistas jogavam um jato de água fria nos que estavam no chão.
Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros o pegavam e batiam muito nele. Mas um tempo depois, nenhum macaco subia mais a escada, apesar da tentação das bananas.
Então os cientistas substituíram um dos macacos por um novo. A primeira atitude do novo morador foi subir a escada. Mas foi retirado pelos outros, que o surraram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não mais subia a escada.
Um segundo foi substituído e o mesmo ocorreu – tendo o primeiro substituto participado com entusiasmo da surra ao novato. Um terceiro foi trocado e o mesmo ocorreu. Um quarto e, afinal, o último dos veteranos foi substituído.
Os cientistas, então, ficaram com o grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam batendo naquele que tentasse pegar as bananas."
Peço que reflitam sobre essa situação. Em vários momentos na nossa rotina nos deparamos com regras e procedimentos que não nos parecem fazer sentido quando buscamos um caminho de melhoria de um processo.
O caminho da inovação não deve encontrar nos paradigmas empresariais uma barreira intransponível. O caminho para quebrá-los deve passar necessariamente pelo conhecimento técnico e com um grande poder de influenciar pessoas.
Não permita que qualquer paradigma seja por si só um fator que impeça um projeto de mudança. Questione, discuta, proponha... somente a discussão leva ao consenso. “Somente duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. E não estou seguro quanto ao primeiro.”
O objetivo principal desse blog é poder fazer com que as pessoas possam refletir sobre os acontecimentos dentro da vida empresarial, e que possa projetar essa reflexão também para a vida pessoal.
Nesse sentido, sempre recorrendo as observações feitas ao longo da minha carreira profissional, combinado com a formação que escolhi, procuro alertar que o futuro profissional de cada pessoa deve ser conduzido individualmente pelo profissional, sempre observando o que é ético e moral, sempre primando pelo respeito.
Já falei sobre limites, sobre atitudes sobretudo as sustentáveis, sobre Auto Conhecimento, sobre cidadania... hoje quero propor uma reflexão sobre as dificuldades para colocar em prática toda as reflexões anteriores.
A vida empresarial nos submete a um stress de um dia-a-dia maluco, onde não nos lembramos de aplicar os conceitos que em muitas vezes já são nossos.
Mas não desista de você! Você deve ser o seu principal foco. Pense sobre os seus valores pessoais, seu sonhos e suas conquistas.
Estabeleça metas, limites... sobretudo se espelhe em pessoas que se recusaram a desistir! Pessoas que tinham motivos para jogar tudo pro alto, mas que acreditaram em um sonho, em algo maior que as fazia sobreviver.
Seguem dois exemplos inspiradores. SOICHIRO HONDA e o seu grande sonho, que o levou a uma outra grande realização ou a história de superação a cada instante que nos dá o ser humano Nick Vujicic
Não desista de seus sonhos... se cair... levante-se!!! Sobretudo... Seja feliz!!!
Para falar de cidadania precisamos lembrar o que são cidades e como elas surgiram.
No início as pessoas se organizavam em lugares onde era possível conseguir alimento. Assim normalmente se fixavam em torno dos rios que naturalmente fertilizavam o solo.
Pessoas reunidas com diversas habilidades individuais e conhecimentos diversos. Naturalmente perceberam a necessidade de trabalhar e se organizar em grupo. Os grupos foram divididos entre os que trabalhavam na agricultura bem como os que construíam diques para aproveitamento da água. A esses damos o nome hoje de funções Operacionais.
Existiam também as pessoas que se dedicavam ao armazenamento e ao comércio, que cumpriam funções táticas na organização das cidades. Naturalmente os mais "sábios" ou os que tinham influência entre as pessoas como os sacerdotes dedicavam-se a assumir a função de dirigentes das cidades. Exerciam tarefas de muita importância. Como a distribuição das águas e das sementes, a supervisão das colheitas e a armazenagem dos grãos (Funções estratégicas).
Nas cidades, os cidadãos passaram a ser classificados de acordo com a sua função, incluindo os sacerdotes, os escribas, os mercadores, os artesãos, os soldados, os camponeses, os escravos domésticos, os estrangeiros. A divisão do trabalho e as desigualdades de riquezas entre os cidadãos criaram a necessidade de leis e de forças capazes de fazer cumprir as leis. A liderança natural do grupo, que nas aldeias era exercida pelos mais velhos e sábios, cedeu lugar ao governo de um só homem, geralmente o principal administrador da cidade-Estado. O tempo foi passando, as cidades ficaram maiores, as diferenças aumentaram e com elas, o individualismo.
O que podemos ver hoje no Brasil é um estado trabalhando apenas para sí e o povo do outro lado, dividido por uma desigualdade de classes cada vez maior, querendo saber somente como vai poder lucrar com o sistema.
Cito a história acima apenas para ilustrar o conceito de cidadania. Se as cidades foram criadas com esse propósito, para que se trabalhemos em grupo, cada um com a sua função voltados para o bem comum, todas as vezes que nos vemos envolvidos em discussões políticas nos vemos distantes do conceito amplo de cidadania.
A palavra, muito em uso ultimamente é bradada por nós todas as vezes em que nos sentimos prejudicados em nossos direitos individuais, seja pelo Estado ou não. É comum ouvirmos que "pagamos nossos impostos e cumprimos nossas obrigações como cidadão..." Porém peço uma reflexão sobre o tema: Cidadania é o conjunto de direitos e deveres ao qual um indivíduo está sujeito em relação a sociedade onde vive.
Isso mesmo... não são somente direitos, mas deveres... deveres inerentes da vida em sociedade. Deveres com relação a temas como trabalho em grupo, organização social e educação, no sentido amplo da palavra. Está mais do que na hora dessa situação política mudar. Mas acredito que só muda se cada um assumir que como cidadão tem o dever de promover essa mudança. E que ela seja política, no sentido partidário, e principalmente social, pressupondo o respeito ao próximo e o pensamento em um bem comum. Assim como foi pensado a 1500 anos AC, aproximadamente, quando surgiram as cidades!
A procura dos limites é um desafio para equipes de alta performance. Sempre desejando superar os seus próprios limites, essas equipes se impõem desafios que as inspirem a superar os limites.
Na matemática limite é um conceito utilizado para descrever o comportamento de uma função à medida que o seu argumento se aproxima de um determinado valor, assim como o comportamento de uma sequência de números reais, à medida que o índice (da sequência) vai crescendo.
Assim, podemos definir que limite é um ponto máximo em que você pode avançar até que encontre um outro ponto. Esse ponto pode determinar o valor ético, que então conhecemos em nosso cotidiano como limite.
Mesmo no nível de disputa que existe em equipes de alta performance, ou mesmo em relacionamentos humanos, nos deparamos com conceitos maiores como por exemplo a ética das relações humanas e sociais que nos impõem regras de convívio e define os limites dessa regra.
O desrespeito a esses limites podem invadir o espaço alheio e levá-lo a margem de um comportamento socialmente aceito.
O "segredo" está sempre em prestar atenção em sí próprio e, para isso torna-se fundamental o auto-conhecimento. A partir do instante em que você se conhece e se mostra pronto para encarar seus desafios, saberá reconhecer até onde vai a sua área de atuação, sem ferir ou atingir pessoas a sua volta.
Descubra os seus limites, sobretudo os éticos e cuide para não ultrapassá-los. Cuide bem para que também nada nem ninguém consiga invadir ou desrespeitar os seus limites.